
«(...) aquilo a que os gregos chamam alêtheia, a desocultação, o descobrimento. Aquele olhar que às vezes está pintado à proa dos barcos.»
Sophia de Mello Breyner Andresen
sexta-feira, 26 de março de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Monsenhor Arnaldo Pinto Cardoso e «O Tratado dos Olhos de Pedro Hispano» na Livraria Alêtheia

No próximo sábado (20), pelas 16 horas, a Livraria Alêtheia recebe, numa iniciativa do Grupo de Homenagem ao Papa Português, uma conferência sobre Pedro Hispano proferida por Monsenhor Arnaldo Pinto Cardoso, co-autor da obra «O Tratado dos Olhos de Pedro Hispano» (Alêtheia Editores, 2008).
(estacionamento no silo do Calhariz, Calçada do Combro)
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
«Os Grandes Livros» e Anthony O'Hear por João Carlos Espada
Ter os grandes livros significa conversar com as grandes obras e os grandes autores do passado, significa compreender que a nossa civilização assenta nessa conversa. Ao entrarmos nessa conversa, o nosso olhar será inevitável e gradualmente elevado; ver-nos-emos gradualmente desprendidos de uma visão vulgar e mesquinha. Ao longo da história do Ocidente, essa conversa sempre foi entendida como condição da educação do carácter, como condição de uma educação para a liberdade - em bom rigor, como escola de liberdade."
Foi assim que Anthony O'Hear, director do Royal Institute of Philosophy de Londres, apresentou na sexta-feira (5) da semana passada em Lisboa a edição portuguesa do seu livro "Os Grandes Livros" (Alêtheia, 2009). Trata-se uma viagem por 2500 anos da literatura clássica, partindo da "Ilíada" e da "Odisseia" e chegando ao "Fausto" de Goethe, passando por Dante, Camões e Shakespeare, entre vários outros.
Esta insistente preocupação de O'Hear com os grandes livros pode parecer hoje intrigante. Mas a verdade é que era totalmente óbvia até há relativamente poucas décadas. Era absolutamente normal considerar que uma educação universitária - e até mesmo secundária - não podia prescindir do estudo e do diálogo com as grandes obras do passado. (...)»
João Carlos Espada, Director do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, in Jornal I (13 de Fevereiro de 2010). Ler tudo em http://www.ionline.pt/conteudo/46622-os-grandes-livros-e-educacao-do-caracter
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Juan Manuel de Prada em Lisboa alerta para novas tiranias

Juan Manuel de Prada estará em Lisboa na próxima quarta-feira (10 de Fevereiro) para apresentar o seu livro «A Nova Tirania» que a Alêtheia acaba de publicar. Depois de participar numa sessão de apresentação da obra às 18 horas na Universidade Católica, estará a partir das 21.30 horas, na Livraria Alêtheia (R. do Século, 13), numa tertúlia literária, para troca de opiniões com os leitores. Aqui fica o convite.
Juan Manuel de Prada é, antes de mais nada, um escritor. Mas a sua denodada vocação literária não o impediu de se converter em farol e referência para muitas pessoas, que sofrem com a imposição da «nova tirania», designada nestas páginas por «progressismo Matrix»: a ditadura de uma ideologia que, sob a máscara da adoração do homem, promove um consciencioso labor de engenharia social, impondo paradigmas culturais e padrões de avaliação dos quais, seja por correcção política ou por desistência acomodatícia, muito poucas vozes se atrevem a discordar.
O leitor detectará, nos escritos que constituem A Nova Tirania, o combate de ideias em debates tão candentes como o do aborto ou o da memória histórica, o da crise económica ou o da educação, o da ideologia de género ou o da corrupção da democracia e dos direitos humanos. São reflexões de índole muito diversa, que tanto abarcam o remanso intimista como a indagação histórica, a arte como a literatura, a crónica dos grandes acontecimentos como a análise das mais diversas máculas sociais.
«A Nova Tirania», Juan Manuel de Prada, Alêtheia Editores, 2010, pvp 18 €, PP 400
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Anthony O'Hear em Lisboa para apresentar «Os Grandes Livros»

Afinal, a Odisseia, a Divina Comédia, os Lusíadas – a grande literatura pode ser lida por todos nós, com uma pequena ajuda. Em Os Grandes Livros (Alêtheia Editores), uma viagem fascinante ao longo de 2500 anos, Anthony O’Hear mostra-nos o caminho na companhia de livros tão poderosos, emocionantes e cheios de erotismo como qualquer best-seller moderno.
Começamos por Homero, o pai da literatura ocidental. Depois, a tragédia grega, Platão, a Eneida de Virgílio e as Metamorfoses de Ovídio, fonte inesgotável de inspiração para a literatura e as artes plásticas europeias.
Através de Santo Agostinho passamos à Divina Comédia de Dante, um desvio ao mesmo tempo tenebroso e sublime pelo Inferno e pelo Purgatório, terminando na sua arrebatada visão do Paraíso. Chaucer, Camões, Shakespeare, Cervantes, Milton, Pascal, Racine e Goethe completam a tábua das personagens desta história fabulosa. Em qualquer dos casos, O’Hear traça um esboço paciente dos seus temas, aborda passagens cruciais e explica a importância imorredoura destas obras.
Mais do que uma grande obra de referência, esta é também uma história narrativa contada com um profundo amor pela literatura – e uma crença inabalável na sua capacidade de inspirar e enriquecer os nossos mundos.
Anthony O’Hear é professor de Filosofia da Universidade de Buckingham, director do Royal Institute of Philosophy e editor da revista Philosophy.
«Nem nos apercebemos bem de que, embora os clássicos gregos e romanos estejam realmente distantes de nós, temos armazenados, na mente e no coração, temas e atitudes que nos vêm deles. De tal maneira que uma viagem pelos clássicos é uma viagem de descoberta, é certo, mas é também uma viagem de autodescoberta.»
Anthony O’Hear, na Introdução
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Liberdade ou conformidade? O caso de D. António Barroso

Há um livro recente que tem um título curioso e que vale a pena ler. Chama-se Réu da República: o Missionário D. António Barroso, Bispo do Porto (Alêtheia, 2009). Os autores, Carlos Azevedo e Amadeu Araújo, contam a história de um homem – D. António Barroso – e da época em que ele viveu, entre 1854 e 1918. Na história desse homem e dessa época estão contidos alguns dos grandes equívocos que em Portugal – bem como na generalidade das culturas europeias continentais – foram associados ao conceito de liberdade. Foi em nome desses equívocos que se cometeram, e por vezes ainda cometem, gravíssimos atentados contra a liberdade.
PARADOXO DA LIBERDADE
A história da perseguição da Primeira República a D. António Barroso ilustra o paradoxo que consiste na perseguição à liberdade em nome da liberdade. Esse paradoxo domina a história política moderna da Europa continental desde, pelo menos, a Revolução Francesa de 1789 – essa «doença infecciosa», como lhe chamou Edmund Burke. Em Portugal, esse paradoxo esteve gritantemente patente na Primeira República, entre 1910 e 1926.
A grande questão política e filosófica que a perseguição ao bispo do Porto levanta é saber por que razão a Primeira República perseguiu a Igreja Católica em nome da liberdade. Porque a Igreja se opunha à liberdade? Ou porque os republicanos usavam a palavra «liberdade» para designar uma coisa muito diferente da liberdade propriamente dita?
DOIS CONCEITOS DE LIBERDADE
Quando Afonso Costa declarou que a República acabaria com o catolicismo em duas gerações, forneceu um sinal importante para compreender a natureza autoritária do seu entendimento do conceito de liberdade e de República. Para ele, liberdade não era o conceito clássico, a que chamamos negativo, de ausência de coerção intencional por terceiros. Para ele, liberdade queria dizer libertação de concepções que ele considerava erradas e opressoras, como a religião católica.
Afonso Costa subscrevia o conceito positivo de liberdade, tal como este foi descrito por Isaiah Berlin no seu ensaio clássico, Two Concepts of Liberty: a liberdade positiva, em contraste com a negativa, é entendida como a capacidade ou o poder de emancipação pessoal relativamente a tradições, crenças, superstições que os advogados da liberdade positiva consideram opressoras. No caso português, os advogados desta liberdade em sentido positivo sempre consideraram o catolicismo a principal fonte de opressão.
DUAS OPINIÕES PARTICULARES
É agora importante observar que não há em princípio nenhum problema político em considerar o catolicismo opressor. Num país livre, as opiniões são livres. Considerar o catolicismo opressor é uma opinião particular, tal como é uma opinião particular considerar o catolicismo libertador, ou civilizador. Não há ainda nenhum problema político em tentar convencer os outros da bondade, ou da justeza, de cada uma destas opiniões. É para isso que serve a liberdade de expressão e de associação. As pessoas devem ser livres de exprimir as suas opiniões particulares e de se associarem para o fazer.
Daí nascerá possivelmente um confronto entre opiniões diferentes. Esse confronto é aliás muito saudável para cada uma dessas opiniões particulares: vai submetê-las à concorrência de opiniões rivais, obrigando-as, como escreveu John Stuart Mill, a tentar não ser dogmas mortos, e a tentar ser verdades vivas.
VERDADEIRA LIBERDADE?
Onde começa a haver um problema é quando uma destas opiniões particulares, ou ambas, começam a reclamar para si a «verdadeira liberdade». Se a «verdadeira liberdade» consiste em subscrever a opinião de que o catolicismo é opressor, então uma pessoa só será livre quando descobrir, ou aceitar, que o catolicismo é opressor – logo, quando deixar de ser católica.
Isso quer dizer que uma pessoa que seja católica de livre vontade não está realmente a ser livre. Está alienada, como diria o marxismo, ou oprimida, ainda que de livre vontade. Vai então ser necessário – como escreveu esse fanático com talento que deu pelo nome de Jean-Jacques Rousseau – «libertá-la contra a sua própria vontade».
OU VERDADEIRA CONFORMIDADE?
Na esteira de Jean-Jacques Rousseau, Afonso Costa queria libertar os portugueses católicos contra a sua própria vontade [sua dos católicos, bem entendido, não de Afonso Costa]. Tal como Rousseau, ele confundia liberdade com conformidade com certas opiniões particulares, curiosamente, as suas próprias opiniões particulares.
Por outras palavras, seriam livres apenas aqueles que aceitassem as opiniões particulares de Afonso Costa acerca da natureza opressora do catolicismo. E ele, com evidente altruísmo, propunha-se libertar os portugueses em duas gerações – isto é, propunha-se obter em duas gerações a total uniformidade e conformidade do país com a sua opinião de que o catolicismo é opressor.
LIBERDADE É LIBERDADE
Talvez valha agora a pena recordar que esta ideia seria vista como simplesmente despótica por uma outra tradição que se reclama da liberdade, mas que a entende como simples ausência de coerção intencional de terceiros. Para essa tradição, «liberdade é liberdade, não é igualdade, nem equidade, nem justiça, nem cultura, nem felicidade humana, nem consciência tranquila» – para citar uma passagem célebre de Isaiah Berlin.
Por outras palavras, para esta tradição, liberdade é ausência de coerção intencional de terceiros. Por isso, a liberdade começa, antes de tudo o resto, na liberdade de consciência da pessoa, seja ela católica seja anticatólica, ou simplesmente agnóstica. E isso implica a liberdade das associações entre essas pessoas, designadamente a liberdade das igrejas, entre as quais se encontra a Igreja Católica.
CASAMENTO GAY
Esta confusão entre dois conceitos de liberdade volta hoje a estar presente na famigerada campanha para a instauração do chamado casamento entre pessoas do mesmo sexo. Dizem-nos que a única posição compatível com a liberdade é a que defende o casamento enquanto contrato voluntário entre [por enquanto] duas pessoas, sejam elas do mesmo sexo sejam de sexos diferentes. Por isso é acrescentado que quem quer que discorde deste ponto de vista defende um ponto de vista opressor, uma vez que recusa direitos iguais à posição divergente, a que defende casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
Há aqui uma curiosa dissonância cognitiva. O que temos pela frente é uma discordância entre duas opiniões particulares, igualmente legítimas no plano político. Não há uma opinião opressora e uma opinião livre. A opinião de que os casamentos devem envolver pessoas do mesmo sexo é um ponto de vista tão particular e tão criticável como a opinião de que os casamentos devem apenas abranger pessoas de sexo diferente. Isto significa que, se impusermos na lei que os casamentos devem abranger pessoas do mesmo sexo, estamos a impor uma opinião particular sobre as pessoas que defendem uma opinião particular diferente, a de que o casamento deve ser para pessoas de sexo diferente.
INGLATERRA MARÍTIMA
Por outras palavras, nenhuma das propostas em presença é neutra e o Estado não pode reclamar-se de qualquer delas em nome da neutralidade relativamente a concepções particulares do bem. Perante este dilema, uma sociedade livre tem uma solução relativamente simples, embora ela possa não satisfazer os fundamentalistas de ambos os lados: manter o casamento para pessoas de sexo diferente e criar uma instituição jurídica diferente para as uniões do mesmo sexo. Estas últimas podem também ser abertas a casais de sexo diferente que considerem a sua união equivalente às uniões entre casais do mesmo sexo.
Esta foi a solução pacificamente adoptada na «livre Inglaterra», com a criação das «civil partnerships». É a solução liberal por excelência, que corresponde ao princípio «live and let live», viver e deixar viver. Não requer um acordo, nem sequer uma votação por maioria. Deixa espaço para a convivência pacífica entre as duas opiniões, sem que uma tenha de se impor à outra.
ESPANHA CONTINENTAL
Previsivelmente, essa solução liberal não satisfez a vizinha Espanha, herdeira de séculos de despotismo continental e de sectarismo entre facções rivais. Existe, por isso, uma escolha simples: entre o exemplo da marítima Inglaterra ou da Espanha continental. Havendo dúvidas nesta escolha, o melhor caminho a seguir seria sem dúvida o referendo.
GOVERNO ILIMITADO
Ao recordarmos o bispo do Porto, D. António Barroso, e a perseguição contra ele movida pela Primeira República, devemos recordar os malefícios de todo o poder político ilimitado – seja ele em nome da liberdade, como no caso da Primeira República, seja em nome da ordem, como no caso do Estado Novo, que perseguiu outro bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes. E devemos recordar os fundamentos do poder político numa sociedade livre.
Numa sociedade livre, o poder político não tem nem pode ter ideologia particular. A sua missão é proteger a liberdade dos cidadãos de usufruírem de modos de vida pacíficos em que se sintam confortáveis. Esses modos de vida não são concebidos por ninguém. Emergem gradual e espontaneamente da interacção entre pessoas, famílias e instituições. Não compete ao poder político dirigir esses modos de vida. Compete-lhe apenas regulá-los externamente, como um árbitro regula um jogo entre equipas rivais, sem se imiscuir na vida interna de cada equipa.
DE ATENAS À REPÚBLICA
Este é o ideal do governo limitado pela lei, um ideal que remonta à Grécia antiga e à civilização marítima da Atenas do século V a. C. Para este ideal, deu um poderoso contributo o cristianismo e, dentro dele, a Igreja Católica, quando não se deixou seduzir pela identificação com o poder político. D. António Barroso foi um expoente dessa independência da Igreja e, por isso, da liberdade religiosa.
No próximo ano, em que celebramos o centenário da República, devíamos celebrar a memória de D. António – que nos ensina a entender o regime republicano de forma civilizada, como um lar de todos os portugueses, e não apenas de alguns.
João Carlos Espada
Jornal i, 19 de Dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
PORQUE NÃO: Casamento entre pessoas do mesmo sexo

Na semana em que o governo do Partido Socialista apresenta a sua proposta de lei relativa ao «casamento homossexual», a Alêtheia Editores faz chegar às livrarias — a partir de sexta-feira, dia 18 de Dezembro — o livro Porque Não: Casamento entre pessoas do mesmo sexo, de Pedro Vaz Patto e Gonçalo Portocarrero de Almada.
Este livro pretende demonstrar que não está em causa qualquer atentado à liberdade individual ou à igualdade entre pessoas, quando se mantém a instituição do casamento como união entre um homem e uma mulher, célula básica da sociedade com vista à constituição de família e à educação das crianças, através da adução de argumentos jurídicos — «Ao Direito não lhe interessa conhecer as tendências sexuais dos cidadãos, mas estabelecer os requisitos próprios de cada instituto e permitir o seu acesso a todos os que reúnam essas condições, quaisquer que sejam as suas religiões, as suas culturas, as suas tendências sexuais» — ou tão-somente do senso comum — «A ficção de que um par homossexual constitui um casamento é tão contraditória como pretender que formam uma ‘holding’, um ‘leasing’ ou uma fundação».
Ambos obviamente contrários ao casamento homossexual, os dois autores, um juiz e um padre, admitem ainda assim a criação de um estatuto equivalente ao casamento que seja aplicável àqueles que queiram usufruir dos direitos inerentes à sua união.
EXCERTOS
«Nesta discussão, a opção a tomar não pode depender de modas, nem seguir aquilo que alguns decretaram ser um “dogma” politicamente correcto, uma imposição do “ar do tempo”. Lutar pela manutenção da definição do casamento como união entre um homem e uma mulher também não pode significar seguir acriticamente a tradição. Há uma justificação racional para isso, que muitos compreendem por ser simples fruto do bom senso, verdades elementares que a hodierna desorientação de ideias leva a esquecer, mas que nem todos sabem exprimir com a linguagem mais adequada.»
«Não é de crer que a desejável consagração jurídica destes dois regimes – o casamento, heterossexual, e a união civil homossexual – a todos satisfaça, mas o país não pode andar a reboque de minorias sectárias. Há um imperativo de bem comum e de justiça que deve prevalecer sobre os interesses dos lóbis e as conveniências partidárias. Esta é, aliás, a solução adoptada por muitas das mais avançadas democracias europeias, nomeadamente o Reino Unido, onde coexistem legalmente o casamento (heterossexual) e a união civil homossexual, a contento não apenas dos sectores mais tradicionais da sociedade inglesa, como também das suas minorias alternativas. Talvez não seja o regime ideal, mas é o possível, a solução do consenso e do equilíbrio, a vitória do bom senso.»
SOBRE OS AUTORES
Pedro Vaz Patto é casado e pai de quatro filhos; juiz de direito e docente do Centro de Estudos Judiciários; editorialista da revista Cidade Nova e vogal da Comissão Nacional Justiça e Paz. Sobre questões ético-jurídicas em discussão na actualidade, publicou No Cruzamento do Direito e da Ética (Almedina, 2008).
O padre Gonçalo Portocarrero de Almada, licenciado em Direito pela Universidade de Madrid e doutor em Filosofia pela Universidade Pontifícia da Santa Cruz, em Roma, é actualmente capelão de várias instituições educativas em Lisboa. É autor de A Igreja e a Vida: Tópicos sobre a interrupção voluntária da gravidez (Diel, 2004) e de Os Defeitos de Maria (Lucerna, 2007).
PORQUE NÃO: CASAMENTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO
Pedro Vaz Patto & Gonçalo Portocarrero de Almada
Alêtheia Editores, Dezembro de 2009
ISBN: 978-989-622-210-9
Formato: 13*22 cm
Nº de págs.: 144
Preço: 12,00€
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
«A Morte de um Papa», de Piers Paul Read

Um poderoso thriller teológico, que combina as emoções da literatura de suspense com o respeito pela verdade histórica.
Juan Uriarte, um ex-padre espanhol, parece ser o modelo da não-violência e da compaixão pelos pobres e desvalidos. Mas porque é que está a ser julgado como terrorista, ligado ao tráfico de gás Sarin? A sua ONG é suspeita de ser a fachada para radicais de toda a espécie. Kate Ramsay, uma jovem jornalista inglesa, tenta desvendar o que estará por trás de Uriarte e da sua organização, viajando com ele para África. O objectivo é ver o seu trabalho em primeira mão, mas depressa se sente atraída por aquele homem.
Entretanto, há uma conspiração internacional a crescer, que chega ao próprio Vaticano. Quando se realiza o conclave que se segue à morte de João Paulo II, aquele que deverá eleger Joseph Ratzinger como o novo papa Bento XVI, desenrola-se um plano terrorista de grandes proporções, que poderá significar o desastre para a Igreja Católica e para o mundo.
Esta poderosa história de Piers Paul Read combina personagens realistas com o drama, o amor, a traição, a fé e a redenção, numa narrativa sobre a intriga, a espionagem no seio da Igreja, e o anseio de destruir aquele que é o governo continuado mais longo da história – o Papado.
«A Morte de um Papa é um thriller teológico escrito por um autor de primeiríssimo nível – e a sabedoria que revela é tão refrescante quanto invulgar, entre as desmazeladas obras de tantos escritores contemporâneos.» — Joseph Pearce, autor de The Quest for Shakespeare
Piers Paul Read, romancista e dramaturgo inglês, estudou num colégio de monges beneditinos e em Cambridge. Entre as suas obras de não-ficção conta-se o livro Alive: The Story of the Andes Survivors, que vendeu cinco milhões de exemplares e foi adaptado ao cinema, Ablaze: The Story of Chernobyl, e The Templars, uma história das cruzadas. O seu primeiro romance foi publicado em 1966.
A MORTE DE UM PAPA
Piers Paul Read
Alêtheia Editores, Novembro de 2009
Tradução: Maria José Figueiredo
ISBN: 978-989-622-201-7
Formato: 13*22 cm
Nº de páginas: 296
Preço: 18,00€
