segunda-feira, 9 de novembro de 2009

«A democracia em Cabo Verde está intimamente ligada a este homem»

Marcelo Rebelo de Sousa falou de Carlos Veiga em Lisboa


«Recordo um Carlos Veiga humilde e sensato, inteligente, lido, atento, observador, não muito extrovertido, que me impressionou aos 17 anos; magnífico aluno, com boas notas em todas as cadeiras, muito seguro, muito credível, leal, solidário, fazia parte de grupos desportivos, tertúlias, amigo do seu amigo; estudámos juntos algumas vezes, muito organizado, realista.»

Lisboa, 4 de Novembro – O político-estrela português não poupou elogios quer ao biografado quer ao autor da obra. Marcelo Rebelo de Sousa (MRS) fez uma abordagem de Carlos Veiga, O Rosto da Mudança em Cabo Verde, de Nuno Manalvo, publicado pela editora Alêtheia, para as várias personalidades da política portuguesa e alguns cabo-verdianos, presentes no Grémio Literário de Lisboa, na noite desta segunda-feira.

«Trata-se de uma biografia política e não pessoal», disse, «apesar de o autor não se esquecer do homem por detrás dela.» A biografia faz uma viagem pelos antecedentes históricos dos acontecimentos no país, para se compreender a descolonização e como ela como ocorreu em Cabo Verde.

O professor de Direito português referiu, longamente e com visível entusiasmo, os êxitos políticos conseguidos nos anos noventa pelo Movimento para a Democracia, liderado por Carlos Veiga, as reformas levadas a cabo graças à maioria conseguida nas urnas, nas primeiras eleições livres no país, em 1991, e que permitiria uma profunda revisão constitucional, desenvolvimento social e económico e a criação de estruturas políticas básicas, como o poder local democrático.

«A democracia em Cabo Verde está intimamente ligada a este homem, é obra de muitos cidadãos, mas tem um rosto», salientou MRS, atribuindo a Carlos Veiga o mérito de ter «aberto Cabo Verde ao mundo económica e diplomaticamente». Referindo-se ao livro de Nuno Manalvo: «Trata-se de um livro informado, por quem se mexe bem em matéria de ciência política»; um livro transversal, e na sua opinião escrito para poder «ser lido por especialistas e cidadãos comuns, por cabo-verdianos e também portugueses».

Com a boa disposição que o caracteriza, MRS recordou o tempo em que ambos foram colegas dos bancos da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, no curso de 1966/1971. Curso esse, aliás, onde estavam colegas como Miguel Beleza, Jorge Braga de Macedo, Leonor Beleza, Conceição Nunes, personalidades da vida política portuguesa, nos anos noventa.

«Recordo um Carlos Veiga humilde e sensato, inteligente, lido, atento, observador, não muito extrovertido, que me impressionou aos 17 anos; magnífico aluno, com boas notas em todas as cadeiras, muito seguro, muito credível, leal, solidário, fazia parte de grupos desportivos, tertúlias, amigo do seu amigo; estudámos juntos algumas vezes, muito organizado, realista.»

Para o autor, Nuno Manalvo, o livro tenta retratar fielmente aquilo que foi até agora a vida política de Carlos Veiga, ideia surgida depois de uma conversa à mesa de um restaurante, em Washington.

Carlos Veiga, o biografado, confessou ter ponderado os riscos da publicação de uma biografia política, «numa sociedade com algum grau de crispação política». No entanto, o político decidiu-se pela sua publicação, como esclareceu, «tendo em conta o que de mais importante poderia advir dele, o efeito positivo que é dar à estampa uma parte importante da história recente do país – as mudanças profundas e a transição política levada a cabo pelo MpD, de um Estado de partido único para um Estado de direito democrático».

A mudança do paradigma económico num clima de estabilidade, e de festa, na opinião do estadista «merece ser mais bem conhecido, para crédito de Cabo Verde e do povo cabo-verdiano».

Liberal Online, 4 de Novembro de 2009

«Cartas da Península» reeditadas 100 anos depois


O Portugal que resistiu às invasões francesas é revisitado amanhã, com o lançamento das cartas de William Warre, uma espécie de Lawrence da Arábia luso-britânico que participou em algumas das batalhas mais surpreendentes de todas as guerras napoleónicas

Intitulado Cartas da Península - 1808/1812, o livro reúne os apontamentos que o jovem oficial britânico foi partilhando com a família e que resultam num testemunho directo de um dos períodos mais intensos da história de Portugal do século XIX.

Nascido no Porto, em 1784, no seio de uma família britânica ligada ao comércio do vinho português desde o início daquele século, Warre acabou por ter, apesar da sua pouca idade (ingressou no Exército britânico aos 19 anos), um papel vital na resistência às invasões napoleónicas, por dominar a língua portuguesa e pelo seu conhecimento das mentalidades e do território do país.

Este facto deu-lhe a possibilidade de acompanhar por dentro, na primeira linha, algumas das batalhas que fazem parte do imaginário nacional, de outras que a maioria já esqueceu e mesmo de ajudar na resistência civil.

Daí que as suas cartas, embora pessoais, estejam repletas de referências militares e históricas: «Junot dispõe no total de cerca de 14.000 homens, mas não poderá oferecer longa resistência, visto estar quase completamente cercado por nós, com 13.000 a 15.000 homens no total, pelo Norte, e por um corpo de cerca de 6000 portugueses; e da margem norte do Tejo, vindo de Badajoz, por um corpo de 10.000 homens do Exército espanhol do general Castanho, constituído, pelo que ouvi dizer, dos melhores e mais bravos indivíduos que há, tal como o próprio general e, na realidade, todos os espanhóis em armas», escreveu a 8 de Agosto de 1808.

Os dados objectivos são intervalados por manifestações de profunda carga emocional: «Ser-me-ia impossível expressar os meus sentimentos ao ver o lugar onde nasci, e onde passei os dias mais felizes da minha vida, ou o tormento de não poder comunicar», desabafa, ao largo da costa portuguesa, impedido ainda regressar a solo nacional após o treino militar no Reino Unido.

Presente na libertação do Porto

Desembarcado em Portugal, Warre esteve presente em quase todas as batalhas mais importantes ocorridas em Portugal e em Espanha durante este período tumultuoso. Lutou na Batalha da Roliça (o primeiro combate da Guerra Peninsular) e na do Vimeiro, que conduziram directamente à libertação de Lisboa, e esteve com o general Sir John Moore na sua famosa e terrível retirada na Corunha, ainda hoje lendária na história britânica.

Esta catastrófica marcha de Inverno através de montanhas cobertas de neve culminou na batalha desesperada nos cumes das colinas da Corunha e na morte prematura do general Moore. Warre escreveu numa carta para casa relatando a honra de estar na retaguarda e de ser o último oficial a embarcar a 16 de Janeiro, no momento em que os franceses tomavam a cidade.

O capitão Warre esteve presente na libertação da sua cidade natal, o Porto; no cerco e tomada de Ciudad Rodrigo; e testemunhou a brutalidade do segundo cerco e saque de Badajoz, em Abril de 1812. Embora tivesse apenas 27 anos na altura, foi o oficial principal na intimação do Forte de São Cristóvão e fez prisioneiros os generais Philippon e Weyland – os comandantes franceses de Badajoz –, que lhe entregaram as suas espadas pessoalmente.

O jovem luso-britânico esteve na épica e decisiva batalha de Salamanca, em Julho de 1812, que muitos estrategas militares consideram ser aquela em que Wellington demonstrou as suas grandes qualidades estratégicas, ainda mais do que em Waterloo.

Primeira edição há 100 anos

Este testemunho das guerras napoleónicas e da proximidade das relações entre os dois aliados históricos que eram Portugal e a Grã-Bretanha foi editado pela primeira vez em 1909, por iniciativa de um sobrinho, e mereceram uma segunda edição em 1999, pela mão de um sobrinho-bisneto.

Cem anos após a sua primeira edição, as Cartas da Península - 1808/1812 ressuscitam pela mão da Alêtheia Editores e serão apresentadas amanhã numa sessão que contará com a presença do director adjunto do jornal PÚBLICO Manuel Carvalho e de William Acheson Warre, descendente directo do autor. Simbolicamente o lançamento do livro terá lugar na Feitoria Inglesa.

PÚBLICO/LUSA, 9 de Novembro de 2009

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

IMPAC Dublin Literary Award



Sachenka, de Simon Sebag Montefiore (publicado pela Alêtheia em Agosto), é um dos 156 candidatos ao prémio IMPAC Dublin, ao lado dos portugueses José Saramago (As Intermitências da Morte/Death With Interruptions), José Eduardo Agualusa (As Mulheres do Meu Pai/My Father's Wives) e José Rodrigues dos Santos (O Codex 632/Codex 632).

O IMPAC Dublin é o maior prémio literário anglófono, no valor de 100.000 euros, e os candidatos são escolhidos por bibliotecários de todo o mundo.

Notícia do Guardian

terça-feira, 27 de outubro de 2009

«O Rosto da Mudança em Cabo Verde» foi dado à estampa na Praia

O Rosto da Mudança em Cabo Verde, um livro académico que compara toda a história do período recente da vida política em Cabo Verde, portanto, da passagem do regime do partido único, para a democracia multipartidária, tendo como personagem principal Carlos Veiga, antigo primeiro-ministro de Cabo Verde e uma das principais figuras da transição do regime de partido único para a Democracia, em Cabo Verde, e recém-eleito presidente do MpD, foi apresentado ontem na Praia.




A cerimónia de lançamento do livro contou com a presença de Carlos Veiga, tendo garantido na ocasião que esta bibliografia política é «um retrato fiel e bem conseguido», pelo autor português, Nuno Manalvo, sobre uma década recente da história de Cabo Verde, onde decorreram muitas mudanças fundamentais e que, no fundo, «continuam a marcar» o país. «Nuno Manalvo está de parabéns por aquilo que fez e, eu, de facto, reconheço-me naquilo que está no livro, reconheço que é um retrato fiel dos nossos 10 anos de experiência e aventura que tivemos em Cabo Verde», considerou Carlos Veiga.

«Sou um rosto que reflecte muitos outros rostos de uma geração inteira que acreditou que era possível a mudança, que acreditou no povo de Cabo Verde e em si próprio e que introduziu mudanças profundas no país», por isso, Carlos Veiga considera que essa obra literária poderá ser muito importante para a história de Cabo Verde.

Carlos Veiga explica que aceitou o convite de Nuno Manalvo para a construção dessa obra política por inúmeras razões, mas sobretudo, para poder passar mensagens «à juventude da importância que têm, e que as grandes mudanças que ocorreram em Cabo Verde têm sido feitas pela juventude e que Cabo Verde é um país que só vai para frente com mudanças. Temos que, em cada fase da nossa vida, enquanto nação, ir conseguindo mudar para melhor. E portanto, que a juventude actual tem também uma responsabilidade grande para fazer mudança que é necessária para o desenvolvimento. E essa juventude tem que acreditar que é possível, e que Cabo Verde tem futuro».

A apresentação do livro esteve sob a responsabilidade do sociólogo Abraão Vicente, na sala de conferências da Biblioteca Nacional, na cidade da Praia, a abarrotar-se de gente. Abraão Vicente diz que estamos perante uma obra que faz a socialização da figura de Carlos Veiga, mas não uma «mistificação» dessa figura. Existe sim, nesta biografia, o relato da História de Cabo Verde, «e a história é uma só».

O Sociólogo realça que o livro tem de ser lido com um «olhar crítico», independentemente de militância, pois, estamos perante um livro «tão essencial para militância do MpD como para o do PAICV», considera, concluindo que, esta bibliografia política «é o primeiro passo para criarmos um verdadeiro olhar crítico sobre diferentes fazes da história, porque a militância não justifica a ignorância». E nesse contexto diz esperar que surjam novos livros a contestar essa bibliografia política.

O autor do livro, Nuno Manalvo, por considerar Carlos veiga uma figura impar na história de Cabo Verde e na democracia cabo-verdiana e «alguém que teve um papel fundamental na transição para o regime democrático em Cabo Verde», resolveu materializar esta obra, resultado de um ano de conversa que culminou a redacção desta bibliografia política.

HF, Expresso das Ilhas, 24 de Outubro de 2009

Biografia política de Carlos Veiga

CIDADE DA PRAIA – O professor universitário português Nuno Manalvo, lanç[ou] sexta-feira [dia 23 de Setembro], na Cidade da Praia, um livro que constitui uma biografia política de Carlos Veiga, actual líder da oposição em Cabo Verde.

Carlos Veiga, O Rosto da Mudança em Cabo Verde, publicado pela editora portuguesa Alêtheia, [foi] apresentado na Biblioteca Nacional da capital cabo-verdiana e, nele, Nuno Manalvo considera o antigo primeiro-ministro (1991/2000) como o «pai da fundação da democracia» no arquipélago.

Segundo o autor, o livro é um «trabalho de investigação científica», isento e com a «distância recomendada perante o objecto de estudo», mas centrado apenas em torno da história política recente de Cabo Verde.

Nuno Manalvo define Carlos Veiga como «um político moderno» e com uma visão do mundo «que não é habitual em líderes africanos», considerando-o um «embaixador da democracia no continente que mais dela necessita e dela tem falta».

Com este livro, o autor disse pretender traçar a «vida política do homem que esteve na génese da democracia em Cabo Verde», que liderou na primeira década de abertura política do país, a partir de 1991, e que a «honrou» pela forma como saiu da cena política nacional.

Carlos Veiga chefiava o governo cabo-verdiano desde 1991 quando, em 2000, a um ano das presidenciais, entregou o governo a Gualberto do Rosário, para se candidatar a chefe de Estado, que viria a perder para Pedro Pires, o actual presidente que viria a derrotá-lo novamente nas eleições de 2006, abandonando, depois, a vida política activa.

Porém, em Maio último, Carlos Veiga regressou à política e, após meses de negociações internas, tornou-se o único candidato à sucessão de Jorge Santos à frente do MpD, vencendo as eleições directas para a liderança do partido a 11 deste mês.

Veiga assegurou a chefia desde a fundação da segunda maior força política do país (em 1990) até apresentar a sua primeira candidatura às presidenciais (em 2000).

Angola Press

«Carlos Veiga: Biografia Política», de Nuno Manalvo

Nas livrarias a 26 de Outubro


Começando por uma breve introdução à história de Cabo Verde, desde a descoberta aos movimentos autonomistas já no século XIX, até à luta do PAIGC e à independência, Carlos Veiga: Biografia Política traça depois o perfil do regime de partido único que vigorou durante quinze anos neste país, e relata a mudança liderada por Carlos Veiga e pelo seu Movimento para a Democracia.

Atraído para a política pelas arbitrariedades do Estado Novo, Carlos Veiga teria depois um im­portante papel na deposição pacífica do regime de pendor totalitário do PAIGC, que impôs um modelo político falhado a Cabo Verde, assente no controlo estatal da econo­mia e no cercear das liberdades do país.

Criador do MpD – que, na esteira da queda do muro de Berlim, conseguiu romper com o siste­ma de partido único em Cabo Verde –, Carlos Veiga seria o primeiro chefe de governo escolhi­do em eleições multipartidárias, exercendo o cargo de primeiro-ministro entre 1991 e 2000.

Depois do desenvolvimento que imprimiu aos destinos de Cabo Verde, e cons­ciente da necessidade de renovação em democracia, deixou o cargo para se candidatar à Presidência da República, com o que pretendia consolidar o regime constitu­cional de que foi mentor. No entanto, viria a perder as eleições presidenciais por uns escassos 17 votos – naquilo que se viria a demonstrar em tribunal ter sido um resultado fraudulento.


«Num continente que nem sempre é sinónimo de democracia, num pequeno país sempre sujeito às flutuações do sistema internacional, a mudança rumo a uma maior consagração da democracia é sempre uma tarefa árdua, faseada, prolongada, mas de sentido único. Em Cabo Verde, a mudança para a liberdade e para a democracia têm um rosto – Carlos Veiga.»
Nuno Manalvo, na Conclusão


Nuno Manalvo, docente universitário de Relações Internacionais e Ciência Política, é também autor das obras Sá Carneiro: Biografia Política, PSD: A Marca dos Líderes, e O Espaço da Lusofonia.


Carlos Veiga: Biografia Política
O Rosto da Mudança em Cabo Verde

Alêtheia Editores, Outubro de 2009
ISBN: 978-989-622-198-0
Formato: 160*240 mm
Nº de páginas: 188 + 16 il.
Preço: 12,00 €

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Lídio Lopes publica livro sobre «Protocolo Autárquico»

O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Ruas, apresentou esta semana, na Figueira da Foz, o livro Protocolo Autárquico, da autoria de Lídio Lopes, considerando que se trata de «um manual indispensável para os autarcas».

Com mais de 300 páginas, o livro assume-se como um manual «indispensável» para as autarquias locais, Câmaras, Assembleias Municipais, Juntas e Assembleias de Freguesia, descrevendo em pormenor o protocolo de Estado, autárquico, militar, religioso, académico, empresarial, desportivo e Social.

«O livro é de uma utilidade a toda prova, pois precisamos de conhecer as regras de organização. Os próprios eventos, cada vez mais presentes, levados a cabo pelos municípios, penso que são também uma razão mais do que suficiente para aparecer uma publicação como esta», afirmou Fernando Ruas, que preside também à Câmara de Viseu.

Segundo o presidente da ANMP, que garantiu adoptar e recomendar a obra, com o protocolo organizado «pode-se retirar tudo aquilo que signifique perda de tempo, que é também outra das grandes vantagens que vejo na obra, e talvez retirar tudo aquilo que possa gerar conflitos».

«Ao longo destes 20 anos que tenho de autarca, já passei por situações complicadas com ausência de protocolo e, portanto, ele é fundamental. Neste momento, até se justifica muito mais, pois não há autarquia que não tenha geminações, que não receba governantes ou que não tenha visitas do Presidente da República ou outras entidades», frisou Fernando Ruas.

O livro Protocolo Autárquico, com chancela da Alêtheia Editores, dedica particular atenção às necessidades das autarquias locais, ensinando, por exemplo, «a ordem de precedências, como se procede à substituição de autarcas nos vários órgãos, e as mais diversas cerimónias organizadas pelos municípios, desde a tomada de posse às sessões solenes».

Escrito por Lídio Lopes, antigo chefe de gabinete de Santana Lopes, depois vereador na Câmara da Figueira da Foz, e presidente da Sociedade Portuguesa de Protocolo e Cerimonial, o manual pretende também, segundo o autor, ajudar as centenas de novos autarcas e chefes de gabinete que se preparam para iniciar funções nos municípios portugueses.

Notícias do Centro, 22 de Outubro de 2009

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

«Protocolo Autárquico», de Lídio Lopes

Nas livrarias a 16 de Outubro


Este manual é um instrumento de trabalho indispensável para todos os autarcas e seus colaboradores, descrevendo em pormenor e criteriosamente o Protocolo de Estado, Autárquico, Militar, Religioso, Académico, Empresarial, Desportivo e Social.

Dedicando uma atenção particular às necessidades das Autarquias Locais, revela, nomeadamente, quais as diferenças entre os vários símbolos municipais, a ordem de precedências nas autarquias, como se procede à substituição de autarcas nos vários órgãos, e as mais diversas cerimónias organizadas pelos municípios, desde a tomada de posse às sessões solenes.


Lídio Lopes está ligado às autarquias desde 1989, primeiro como deputado municipal e depois como vereador, tendo sido chefe de gabinete e de protocolo na Câmara Municipal da Figueira da Foz. Participou em inúmeros cursos de protocolo, em Portugal e no estrangeiro. Formador nesta área, dedica particular atenção ao protocolo autárquico, sendo ainda presidente da Sociedade Portuguesa de Protocolo e Cerimonial.


Prototocolo Autárquico
Um manual indispensável para as Autarquias Locais
(Câmaras e Assembleias Municipais, Juntas e Assembleias de Freguesia)

1ª edição: Outubro de 2009
ISBN: 978-989-622-203-1
Formato: 160*240 mm
Nº de páginas: 324
Preço: 16,00 €

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

«Obama», de David Mendell


«A história humana é forjada a partir de inúmeros e diversos actos de coragem e de convicção. De cada vez que um homem se ergue para defender um ideal, age de forma a melhorar o destino de outros ou luta contra a injustiça, está a enviar uma pequena onda de esperança, e, ao cruzarem-se umas com as outras a partir de milhões de centros de energia e de audácia diferentes, essas ondas formam uma corrente que pode derrubar os maiores muros de opressão e resistência.»

Robert F. Kennedy, discurso do «Dia da Afirmação», Cidade do Cabo, Junho de 1966


Obama faz pose olhando através das grades da cela onde Nelson Mandela
esteve encarcerado na ilha Robben, ao largo da Cidade do Cabo,
na África do Sul. (Associated Press/Obed Zilwa)




«Tenho consciência de que estou a transmitir-vos estas palavras de esperança numa altura em que a esperança parece ter desaparecido de muitas partes do mundo. Neste momento está a acontecer uma chacina no Darfur. Existe uma guerra no Iraque… E tenho de admitir que isso faz, por vezes, com que eu tenha dúvidas de que os homens sejam, de facto, capazes de aprender com a história, de que a nossa progressão de um estádio para outro seja feita num percurso ascendente ou se nos limitamos a seguir os ciclos de prosperidade e retracção, de guerra e paz, de ascensão e declínio… E depois pensei que se um homem negro de ascendência africana pôde regressar à terra natal dos seus antepassados como senador dos Estados Unidos e pôde falar para uma multidão de sul-africanos, negros e brancos, que partilham a mesma liberdade e os mesmos direitos… pensei então: as coisas mudam mesmo e a história avança realmente.»

Barack Obama, discurso «Uma humanidade comum através da segurança comum», Cidade do Cabo, Agosto de 2006


Obama – Do Desejo ao Poder
Autor: David Mendell
Título original: Obama, from Promise to Power
Tradução: Lívia Franco, Carla Ferraz, João Tordo, Cristina Queiroz
1ª edição: Fevereiro de 2008
ISBN: 978-989-622-133-1
Formato: 160*240 mm
Nº de páginas: 364 + 16 il.
Preço: 15,00 €

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

As traduções portuguesas de «Os Grandes Livros», de Anthony O'Hear



Homero, Ilíada
Tradução de Frederico Lourenço, Lisboa, Livros Cotovia, 2005

Homero, Odisseia
Tradução de Frederico Lourenço, Lisboa, Livros Cotovia, 2003

Ésquilo, Oresteia
Tradução de Manuel de Oliveira Pulquério, Lisboa, INCM, 1985

Sófocles, Antígona
Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira, Coimbra, Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra, 1984.

Eurípides, As Bacantes
Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira, Lisboa, Edições 70, 1998

Platão, Apologia de Sócrates, Êutifron, Críton e Fédon
Fédon — Tradução de Maria Teresa Schiappa de Azevedo, Coimbra, Livraria Minerva, 1988

Virgílio, Eneida
Agostinho da Silva, Lisboa, Temas e Debates, 2008

Ovídio, Metamorfoses
Tradução de Paulo Farmhouse Alberto, Lisboa, Livros Cotovia, 2007

Santo Agostinho, Confissões
Tradução de Maria Luiza Jardim Amarante, São Paulo, Paulus, 1984

Dante, A Divina Comédia
Tradução de Vasco Graça Moura, Lisboa, Bertrand Editora, 2002

Chaucer, Contos da Cantuária
Tradução de Olívio Caeiro [excertos], Porto, Brasília Editora, 1980

Shakespeare, Henrique V
Tradução de Henrique Braga, Porto, Lello e Irmão Editores, 1988

Shakespeare, Hamlet

Shakespeare, A Tempestade
Tradução de João Grave, Porto, Lello e Irmão Editores, s.d.

Cervantes, Dom Quixote
Tradução de Miguel Serras Pereira, Lisboa, Dom Quixote, 2005

Milton, Paraíso Perdido
Tradução de Fernando da Costa Soares e Raul Domingos Mateus da Silva, Lisboa, Chaves Ferreira, 2002

Pascal, Pensamentos

Racine, Fedra
Tradução de Vasco Graça Moura, Lisboa, Bertrand Editora, 2005

Goethe, Fausto
Tradução de Agostinho d’Ornellas, Lisboa, Relógio d’Água Editores, 1987