terça-feira, 27 de outubro de 2009

«O Rosto da Mudança em Cabo Verde» foi dado à estampa na Praia

O Rosto da Mudança em Cabo Verde, um livro académico que compara toda a história do período recente da vida política em Cabo Verde, portanto, da passagem do regime do partido único, para a democracia multipartidária, tendo como personagem principal Carlos Veiga, antigo primeiro-ministro de Cabo Verde e uma das principais figuras da transição do regime de partido único para a Democracia, em Cabo Verde, e recém-eleito presidente do MpD, foi apresentado ontem na Praia.




A cerimónia de lançamento do livro contou com a presença de Carlos Veiga, tendo garantido na ocasião que esta bibliografia política é «um retrato fiel e bem conseguido», pelo autor português, Nuno Manalvo, sobre uma década recente da história de Cabo Verde, onde decorreram muitas mudanças fundamentais e que, no fundo, «continuam a marcar» o país. «Nuno Manalvo está de parabéns por aquilo que fez e, eu, de facto, reconheço-me naquilo que está no livro, reconheço que é um retrato fiel dos nossos 10 anos de experiência e aventura que tivemos em Cabo Verde», considerou Carlos Veiga.

«Sou um rosto que reflecte muitos outros rostos de uma geração inteira que acreditou que era possível a mudança, que acreditou no povo de Cabo Verde e em si próprio e que introduziu mudanças profundas no país», por isso, Carlos Veiga considera que essa obra literária poderá ser muito importante para a história de Cabo Verde.

Carlos Veiga explica que aceitou o convite de Nuno Manalvo para a construção dessa obra política por inúmeras razões, mas sobretudo, para poder passar mensagens «à juventude da importância que têm, e que as grandes mudanças que ocorreram em Cabo Verde têm sido feitas pela juventude e que Cabo Verde é um país que só vai para frente com mudanças. Temos que, em cada fase da nossa vida, enquanto nação, ir conseguindo mudar para melhor. E portanto, que a juventude actual tem também uma responsabilidade grande para fazer mudança que é necessária para o desenvolvimento. E essa juventude tem que acreditar que é possível, e que Cabo Verde tem futuro».

A apresentação do livro esteve sob a responsabilidade do sociólogo Abraão Vicente, na sala de conferências da Biblioteca Nacional, na cidade da Praia, a abarrotar-se de gente. Abraão Vicente diz que estamos perante uma obra que faz a socialização da figura de Carlos Veiga, mas não uma «mistificação» dessa figura. Existe sim, nesta biografia, o relato da História de Cabo Verde, «e a história é uma só».

O Sociólogo realça que o livro tem de ser lido com um «olhar crítico», independentemente de militância, pois, estamos perante um livro «tão essencial para militância do MpD como para o do PAICV», considera, concluindo que, esta bibliografia política «é o primeiro passo para criarmos um verdadeiro olhar crítico sobre diferentes fazes da história, porque a militância não justifica a ignorância». E nesse contexto diz esperar que surjam novos livros a contestar essa bibliografia política.

O autor do livro, Nuno Manalvo, por considerar Carlos veiga uma figura impar na história de Cabo Verde e na democracia cabo-verdiana e «alguém que teve um papel fundamental na transição para o regime democrático em Cabo Verde», resolveu materializar esta obra, resultado de um ano de conversa que culminou a redacção desta bibliografia política.

HF, Expresso das Ilhas, 24 de Outubro de 2009

Biografia política de Carlos Veiga

CIDADE DA PRAIA – O professor universitário português Nuno Manalvo, lanç[ou] sexta-feira [dia 23 de Setembro], na Cidade da Praia, um livro que constitui uma biografia política de Carlos Veiga, actual líder da oposição em Cabo Verde.

Carlos Veiga, O Rosto da Mudança em Cabo Verde, publicado pela editora portuguesa Alêtheia, [foi] apresentado na Biblioteca Nacional da capital cabo-verdiana e, nele, Nuno Manalvo considera o antigo primeiro-ministro (1991/2000) como o «pai da fundação da democracia» no arquipélago.

Segundo o autor, o livro é um «trabalho de investigação científica», isento e com a «distância recomendada perante o objecto de estudo», mas centrado apenas em torno da história política recente de Cabo Verde.

Nuno Manalvo define Carlos Veiga como «um político moderno» e com uma visão do mundo «que não é habitual em líderes africanos», considerando-o um «embaixador da democracia no continente que mais dela necessita e dela tem falta».

Com este livro, o autor disse pretender traçar a «vida política do homem que esteve na génese da democracia em Cabo Verde», que liderou na primeira década de abertura política do país, a partir de 1991, e que a «honrou» pela forma como saiu da cena política nacional.

Carlos Veiga chefiava o governo cabo-verdiano desde 1991 quando, em 2000, a um ano das presidenciais, entregou o governo a Gualberto do Rosário, para se candidatar a chefe de Estado, que viria a perder para Pedro Pires, o actual presidente que viria a derrotá-lo novamente nas eleições de 2006, abandonando, depois, a vida política activa.

Porém, em Maio último, Carlos Veiga regressou à política e, após meses de negociações internas, tornou-se o único candidato à sucessão de Jorge Santos à frente do MpD, vencendo as eleições directas para a liderança do partido a 11 deste mês.

Veiga assegurou a chefia desde a fundação da segunda maior força política do país (em 1990) até apresentar a sua primeira candidatura às presidenciais (em 2000).

Angola Press

«Carlos Veiga: Biografia Política», de Nuno Manalvo

Nas livrarias a 26 de Outubro


Começando por uma breve introdução à história de Cabo Verde, desde a descoberta aos movimentos autonomistas já no século XIX, até à luta do PAIGC e à independência, Carlos Veiga: Biografia Política traça depois o perfil do regime de partido único que vigorou durante quinze anos neste país, e relata a mudança liderada por Carlos Veiga e pelo seu Movimento para a Democracia.

Atraído para a política pelas arbitrariedades do Estado Novo, Carlos Veiga teria depois um im­portante papel na deposição pacífica do regime de pendor totalitário do PAIGC, que impôs um modelo político falhado a Cabo Verde, assente no controlo estatal da econo­mia e no cercear das liberdades do país.

Criador do MpD – que, na esteira da queda do muro de Berlim, conseguiu romper com o siste­ma de partido único em Cabo Verde –, Carlos Veiga seria o primeiro chefe de governo escolhi­do em eleições multipartidárias, exercendo o cargo de primeiro-ministro entre 1991 e 2000.

Depois do desenvolvimento que imprimiu aos destinos de Cabo Verde, e cons­ciente da necessidade de renovação em democracia, deixou o cargo para se candidatar à Presidência da República, com o que pretendia consolidar o regime constitu­cional de que foi mentor. No entanto, viria a perder as eleições presidenciais por uns escassos 17 votos – naquilo que se viria a demonstrar em tribunal ter sido um resultado fraudulento.


«Num continente que nem sempre é sinónimo de democracia, num pequeno país sempre sujeito às flutuações do sistema internacional, a mudança rumo a uma maior consagração da democracia é sempre uma tarefa árdua, faseada, prolongada, mas de sentido único. Em Cabo Verde, a mudança para a liberdade e para a democracia têm um rosto – Carlos Veiga.»
Nuno Manalvo, na Conclusão


Nuno Manalvo, docente universitário de Relações Internacionais e Ciência Política, é também autor das obras Sá Carneiro: Biografia Política, PSD: A Marca dos Líderes, e O Espaço da Lusofonia.


Carlos Veiga: Biografia Política
O Rosto da Mudança em Cabo Verde

Alêtheia Editores, Outubro de 2009
ISBN: 978-989-622-198-0
Formato: 160*240 mm
Nº de páginas: 188 + 16 il.
Preço: 12,00 €

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Lídio Lopes publica livro sobre «Protocolo Autárquico»

O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Ruas, apresentou esta semana, na Figueira da Foz, o livro Protocolo Autárquico, da autoria de Lídio Lopes, considerando que se trata de «um manual indispensável para os autarcas».

Com mais de 300 páginas, o livro assume-se como um manual «indispensável» para as autarquias locais, Câmaras, Assembleias Municipais, Juntas e Assembleias de Freguesia, descrevendo em pormenor o protocolo de Estado, autárquico, militar, religioso, académico, empresarial, desportivo e Social.

«O livro é de uma utilidade a toda prova, pois precisamos de conhecer as regras de organização. Os próprios eventos, cada vez mais presentes, levados a cabo pelos municípios, penso que são também uma razão mais do que suficiente para aparecer uma publicação como esta», afirmou Fernando Ruas, que preside também à Câmara de Viseu.

Segundo o presidente da ANMP, que garantiu adoptar e recomendar a obra, com o protocolo organizado «pode-se retirar tudo aquilo que signifique perda de tempo, que é também outra das grandes vantagens que vejo na obra, e talvez retirar tudo aquilo que possa gerar conflitos».

«Ao longo destes 20 anos que tenho de autarca, já passei por situações complicadas com ausência de protocolo e, portanto, ele é fundamental. Neste momento, até se justifica muito mais, pois não há autarquia que não tenha geminações, que não receba governantes ou que não tenha visitas do Presidente da República ou outras entidades», frisou Fernando Ruas.

O livro Protocolo Autárquico, com chancela da Alêtheia Editores, dedica particular atenção às necessidades das autarquias locais, ensinando, por exemplo, «a ordem de precedências, como se procede à substituição de autarcas nos vários órgãos, e as mais diversas cerimónias organizadas pelos municípios, desde a tomada de posse às sessões solenes».

Escrito por Lídio Lopes, antigo chefe de gabinete de Santana Lopes, depois vereador na Câmara da Figueira da Foz, e presidente da Sociedade Portuguesa de Protocolo e Cerimonial, o manual pretende também, segundo o autor, ajudar as centenas de novos autarcas e chefes de gabinete que se preparam para iniciar funções nos municípios portugueses.

Notícias do Centro, 22 de Outubro de 2009

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

«Protocolo Autárquico», de Lídio Lopes

Nas livrarias a 16 de Outubro


Este manual é um instrumento de trabalho indispensável para todos os autarcas e seus colaboradores, descrevendo em pormenor e criteriosamente o Protocolo de Estado, Autárquico, Militar, Religioso, Académico, Empresarial, Desportivo e Social.

Dedicando uma atenção particular às necessidades das Autarquias Locais, revela, nomeadamente, quais as diferenças entre os vários símbolos municipais, a ordem de precedências nas autarquias, como se procede à substituição de autarcas nos vários órgãos, e as mais diversas cerimónias organizadas pelos municípios, desde a tomada de posse às sessões solenes.


Lídio Lopes está ligado às autarquias desde 1989, primeiro como deputado municipal e depois como vereador, tendo sido chefe de gabinete e de protocolo na Câmara Municipal da Figueira da Foz. Participou em inúmeros cursos de protocolo, em Portugal e no estrangeiro. Formador nesta área, dedica particular atenção ao protocolo autárquico, sendo ainda presidente da Sociedade Portuguesa de Protocolo e Cerimonial.


Prototocolo Autárquico
Um manual indispensável para as Autarquias Locais
(Câmaras e Assembleias Municipais, Juntas e Assembleias de Freguesia)

1ª edição: Outubro de 2009
ISBN: 978-989-622-203-1
Formato: 160*240 mm
Nº de páginas: 324
Preço: 16,00 €

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

«Obama», de David Mendell


«A história humana é forjada a partir de inúmeros e diversos actos de coragem e de convicção. De cada vez que um homem se ergue para defender um ideal, age de forma a melhorar o destino de outros ou luta contra a injustiça, está a enviar uma pequena onda de esperança, e, ao cruzarem-se umas com as outras a partir de milhões de centros de energia e de audácia diferentes, essas ondas formam uma corrente que pode derrubar os maiores muros de opressão e resistência.»

Robert F. Kennedy, discurso do «Dia da Afirmação», Cidade do Cabo, Junho de 1966


Obama faz pose olhando através das grades da cela onde Nelson Mandela
esteve encarcerado na ilha Robben, ao largo da Cidade do Cabo,
na África do Sul. (Associated Press/Obed Zilwa)




«Tenho consciência de que estou a transmitir-vos estas palavras de esperança numa altura em que a esperança parece ter desaparecido de muitas partes do mundo. Neste momento está a acontecer uma chacina no Darfur. Existe uma guerra no Iraque… E tenho de admitir que isso faz, por vezes, com que eu tenha dúvidas de que os homens sejam, de facto, capazes de aprender com a história, de que a nossa progressão de um estádio para outro seja feita num percurso ascendente ou se nos limitamos a seguir os ciclos de prosperidade e retracção, de guerra e paz, de ascensão e declínio… E depois pensei que se um homem negro de ascendência africana pôde regressar à terra natal dos seus antepassados como senador dos Estados Unidos e pôde falar para uma multidão de sul-africanos, negros e brancos, que partilham a mesma liberdade e os mesmos direitos… pensei então: as coisas mudam mesmo e a história avança realmente.»

Barack Obama, discurso «Uma humanidade comum através da segurança comum», Cidade do Cabo, Agosto de 2006


Obama – Do Desejo ao Poder
Autor: David Mendell
Título original: Obama, from Promise to Power
Tradução: Lívia Franco, Carla Ferraz, João Tordo, Cristina Queiroz
1ª edição: Fevereiro de 2008
ISBN: 978-989-622-133-1
Formato: 160*240 mm
Nº de páginas: 364 + 16 il.
Preço: 15,00 €

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

As traduções portuguesas de «Os Grandes Livros», de Anthony O'Hear



Homero, Ilíada
Tradução de Frederico Lourenço, Lisboa, Livros Cotovia, 2005

Homero, Odisseia
Tradução de Frederico Lourenço, Lisboa, Livros Cotovia, 2003

Ésquilo, Oresteia
Tradução de Manuel de Oliveira Pulquério, Lisboa, INCM, 1985

Sófocles, Antígona
Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira, Coimbra, Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra, 1984.

Eurípides, As Bacantes
Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira, Lisboa, Edições 70, 1998

Platão, Apologia de Sócrates, Êutifron, Críton e Fédon
Fédon — Tradução de Maria Teresa Schiappa de Azevedo, Coimbra, Livraria Minerva, 1988

Virgílio, Eneida
Agostinho da Silva, Lisboa, Temas e Debates, 2008

Ovídio, Metamorfoses
Tradução de Paulo Farmhouse Alberto, Lisboa, Livros Cotovia, 2007

Santo Agostinho, Confissões
Tradução de Maria Luiza Jardim Amarante, São Paulo, Paulus, 1984

Dante, A Divina Comédia
Tradução de Vasco Graça Moura, Lisboa, Bertrand Editora, 2002

Chaucer, Contos da Cantuária
Tradução de Olívio Caeiro [excertos], Porto, Brasília Editora, 1980

Shakespeare, Henrique V
Tradução de Henrique Braga, Porto, Lello e Irmão Editores, 1988

Shakespeare, Hamlet

Shakespeare, A Tempestade
Tradução de João Grave, Porto, Lello e Irmão Editores, s.d.

Cervantes, Dom Quixote
Tradução de Miguel Serras Pereira, Lisboa, Dom Quixote, 2005

Milton, Paraíso Perdido
Tradução de Fernando da Costa Soares e Raul Domingos Mateus da Silva, Lisboa, Chaves Ferreira, 2002

Pascal, Pensamentos

Racine, Fedra
Tradução de Vasco Graça Moura, Lisboa, Bertrand Editora, 2005

Goethe, Fausto
Tradução de Agostinho d’Ornellas, Lisboa, Relógio d’Água Editores, 1987

«O Que a Civilização Ocidental deve à Igreja Católica», de Thomas E. Woods, Jr.


Nas livrarias a 25 de Setembro


A civilização ocidental baseia-se nos milagres da ciência moderna, na riqueza do mercado livre, na segurança do primado da lei, no respeito pelos direitos humanos e pela liberdade, nas virtudes da caridade ou da segurança social, nas belas-artes e na música, numa filosofia assente no racionalismo, e numa série de outros factos que temos como adquiridos – e que fazem de nós a mais poderosa e mais extraordinária civilização de todos os tempos.

Mas qual é, ao fim e ao cabo, a fonte de todos estes prodígios? O aclamado autor e professor Thomas E. Woods Jr. dá-nos aqui a resposta, há muito tempo negligenciada: foi a Igreja Católica que construiu a civilização ocidental.

  • Foi a Igreja Católica quem arrancou a Europa da Idade das Trevas
  • A ciência moderna nasceu de facto com a Igreja Católica.
  • Os padres católicos desenvolveram a ideia do mercado livre cinco séculos antes de Adam Smith. Foi a Igreja Católica quem criou as universidades e os hospitais.
  • Tudo o que se diz sobre o caso de Galileu é falso.
  • O direito ocidental nasceu do código canónico, e não só do romano.
  • A Igreja humanizou o Ocidente, insistindo na santidade de todas as vidas.

Ninguém fez mais para modelar a civilização ocidental do que a Igreja Católica, nos seus dois mil anos de existência – e em tantos aspectos, que quase nos esquecemos deles. Este livro é fundamental para nos reconciliarmos com essa verdade, que muitos tentam hoje camuflar.


Tradução: Maria José Figueiredo
1ª edição, Setembro de 2009
ISBN: 978-989-622-192-8
Formato: 130*220 mm
Nº de páginas: 276
Preço: 18,00 €

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

«Os Grandes Livros», de Anthony O'Hear



Nas livrarias a 18 de Setembro


A Odisseia, a Divina Comédia, os Lusíadas – a grande literatura pode ser lida por todos nós, com uma pequena ajuda.

Numa viagem fascinante ao longo de 2500 anos, Anthony O’Hear mostra-nos o caminho, na companhia de livros tão poderosos, emocionantes e cheios de erotismo como qualquer best-seller moderno.

Começamos por Homero, o pai da literatura ocidental. Depois, a tragédia grega, Platão, a Eneida de Virgílio e as Metamorfoses de Ovídio, fonte inesgotável de inspiração para a litera­tura e as artes plásticas europeias.

Através de Santo Agostinho passamos à Divina Comédia de Dante, um desvio ao mesmo tempo tene­broso e sublime pelo Inferno e pelo Purgatório, terminando na sua arrebatada visão do Paraíso. Chaucer, Camões, Shakespeare, Cervantes, Milton, Pascal, Racine e Goethe comple­tam a tábua das personagens desta história fabulosa. Em qualquer dos casos, O’Hear traça um esboço paciente dos seus temas, aborda passagens cruciais e explica a importância imorre­doura destas obras.

Mais do que uma grande obra de referência, esta é também uma história narrativa contada com um profundo amor pela literatura – e uma crença inabalável na sua capacidade de inspirar e enriquecer os nossos mundos.


Anthony O’Hear é professor de Filosofia da Universidade de Buckingham, director do Royal Ins­titute of Philosophy e editor da revista Philosophy. O presente livro é fruto de um curso dado na Universidade Católica em 2004/05, e patrocinado pela Fundação Calouste Gulbenkian.


«E nem nos apercebemos bem de que, embora os clássicos gregos e romanos estejam real­mente distantes de nós, temos armazenados, na mente e no coração, temas e atitudes que nos vêm deles. De tal maneira que uma viagem pelos clássicos é uma viagem de descoberta, é certo, mas é também uma viagem de autodescoberta.» – Anthony O’Hear, na Introdução


Os Grandes LivrosDa Ilíada e da Odisseia, do Fausto de Goethe aos Lusíadas, uma viagem pelos 2500 anos da literatura clássica

Tradução: Maria José Figueiredo
1ª edição, Setembro de 2009
ISBN: 978-989-622-173-7
Formato: 160*240 mm
Nº de páginas: 520
Preço: 19,00 €

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O mundo para os jovens e Portugal para os graúdos

A Alêtheia Editores lançou recentemente no mercado nacional Breve História do Mundo Contada aos Jovens Leitores, um clássico de Manfred Mai, e Portugal – Ensaios de História e de Política, de Vasco Pulido Valente. Duas obras para entender um pouco do Mundo e muito do nosso país.

Pedro Justino Alves, Diário Digital, 16 de Setembro de 2009


Manfred Mai destaca logo no prefácio que o livro não pretende explicar o Mundo, pelo contrário, o objectivo é «fornecer uma primeira visão de conjunto da história mundial». O autor, professor do ensino secundário, ressalta ainda que sentiu necessidade de escrever esta obra «porque sei que só possuindo um vasto quadro geral se pode compreender verdadeiramente a história em todas as suas facetas e nos seus detalhes. Talvez um dos problemas do ensino da história nas nossas escolas seja precisamente este: é que só se chaga a ter um quadro geral no fim do longo currículo escolar».

Por isso, em Breve História do Mundo Contada aos Jovens Leitores, temos uma abordagem bastante completa dos principais acontecimentos da história ocidental, desde «Os primeiros seres humanos» (primeiro capítulo) até «Um só mundo» (52.º). A escrita de Mai é bastante directa e esta é uma das principais qualidades deste livro, além de abordar os acontecimentos de forma simples e sem complicações, sendo por isso um óptimo complemento aos estudos.

Os textos são curtos e acabam por não cansar o leitor, pelo contrário, o mesmo acaba por passar de capítulo para capítulo sem custos, com prazer. Mesmo os acontecimentos mais dramáticos da história mundial (as cruzadas, as grandes guerras, o colonialismo….) são abordados de forma educativa (é notório verificar a formação profissional de Manfred Mai em cada página). Breve História do Mundo Contada aos Mais Jovens Leitores é portanto uma obra exemplar que tem o dom de abrir a curiosidade aos mais jovens, que, após a sua leitura, vão procurar descobrir mais em pormenor os caminhos da História mundial


Se o livro de Manfred Mai procura explicar um pouco do Mundo, a obra de Vasco Pulido Valente tem o dom de explicar em pormenor muito da história nacional. No total, 331 páginas, 10 ensaios entre as invasões francesas até aos nossos dias (liberalismo, a conspiração monárquica, os anos de Salazar, o 25 de Abril, o exílio e a queda de Marcello Caetano…), um livro que reúne «as coisas que eu acho que escrevi de relevante sobre Portugal», referiu o autor. Como é habitual na escrita de Pulido Valente, há rigor mas também alguma polémica nestes ensaios, como referir que «o dr. Cunhal é parecido como uma gota de água com o dr. Salazar: é o dr. Salazar virado do avesso».

Portugal – Ensaios de História e de Política agrega artigos que foram publicados nos mais diversos meios, como nos jornais Diário de Notícias, O Independente e Público ou na saudosa revista K. Apesar de podermos não concordar com muitas das conclusões de Pulido Valente, não podemos negar o seu discurso, sempre rico em pormenores e acima de tudo sustentáveis. Após lermos este livro temos uma ideia muito clara sobre o nosso país, compreendemos que a queda da monarquia (com a ajuda da classe aristocrática) ou o surgimento de Salazar (devido a uma república doente) acabaram por ser dois factos naturais na nossa história. Esta colectânea de artigos é um verdadeiro regalo para todos, uma obra de referência para quem pretende compreender parte da história do nosso país