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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

«A Guerra de Deus», de Christopher Tyerman

A Guerra de Deus oferece uma nova visão de um dos mais decisivos acontecimentos da história: as Cruzadas. De 1096 a 1500, os cristãos europeus lutaram para reconquistar a Terra Santa e talhar o Médio Oriente, a Espanha Muçulmana e o Báltico Pagão à imagem do seu Deus. As Cruzadas são talvez o fenómeno mais conhecido e ao mesmo tempo mais incompreendido do mundo medieval, e nesta obra Christopher Tyerman procura recriar, desde as suas origens, aqueles séculos de violência exercida com intensa devoção religiosa. O resultado é uma incrível reinterpretação das Cruzadas, reveladas quer como acções políticas quer como manifestação da crescente identidade da comunidade cristã.

Esta surpreendente narrativa histórica está imbuída de figuras que se tornaram lendas – como Saladino, Ricardo «Coração de Leão» ou Filipe II. Mas Tyerman investiga para lá destes líderes, relatando como foi que centenas e centenas de cristãos – desde os Cavaleiros Templários aos mercenários e camponeses – abandonaram os seus lares, em nome do Salvador, para chegarem a territórios estrangeiros distantes, e como outros tantos defenderam o seu solo e conseguiram derrotar os invasores. Com ambas as análises, Tyerman explica a mistura contraditória de piedade genuína, ferocidade militar e pura ganância que motivaram gerações de cruzados. O autor oferece também uma visão única para a maturação de um cristianismo militante que definiu a identidade europeia e que influenciou decisivamente os antagonismos cíclicos entre o mundo cristão e o muçulmano.

Baseado nos mais recentes estudos e narrado com grande entusiasmo e autoridade, A Guerra de Deus é o relato decisivo de um momento fascinante mas também horroroso da história que continua a ensombrar o mundo contemporâneo.


«Christopher Tyerman, que lecciona história medieval em Oxford, oferece neste novo e maciço estudo das Cruzadas uma introdução ao leitor… Cheio de detalhes fascinantes… A Guerra de Deus é uma pesquisa excepcional, actualizada e de leitura fácil do movimento das Cruzadas… Na era crédula de O Código Da Vinci, Tyerman oferece um intenso, informado e são relato de uma das mais características e extraordinárias manifestações da Idade Média Cristã.» – Eamon Duffy, New York Review of Books

«Desafiando as concepções tradicionais das cruzadas, como a impossibilidade de manter Jerusalém, Tyerman acredita que foi o enfraquecimento do poder papal e a ascensão dos governos seculares na Europa que condenaram ao fracasso o impulso das cruzadas. Este é um livro maravilhosamente concebido, escrito e fundamentado.» – Robert Andrews, Library Journal


A Guerra de Deus: Uma Nova História das Cruzadas
Tradução: Manuel Marques & Maria José Miranda Mendes
1ª edição: Junho de 2009
ISBN: 978-989-622-098-3
Formato: 160*240 mm
Nº de páginas: 992 + 16 il.
Preço: 26,00 €

«Portugal», de Vasco Pulido Valente (excertos)

«Infelizmente, o liberalismo continuou também as tradições do ‘antigo regime’. Um Estado que fez mais centralizado, despótico e intrusivo; a tendência para sustentar uma classe média burocrática e ‘parasitária’.»

«A República, depois de um período confuso, banira o terrorismo e tendia para a moderação. Os conservadores, com a ajuda da Igreja, procuravam o caminho que, pouco a pouco, levaria a Salazar.»

«Que Salazar fosse um intriguista vulgar, um pequeno político e um espírito inculto e medíocre não parece ocorrer a ninguém. O dinheiro e o poder são sempre injustamente associados à inteligência.»

«O índice de colaboradores de O Tempo e o Modo lê-se hoje como a lista das glórias oficiais da democracia. Talvez não nos devêssemos excessivamente lisonjear, mas alguma coisa significa.»

«Nenhuma das forças dominantes depois de Abril queria julgar Marcello perante a Europa inteira. Lavar a roupa suja da guerra de África e da ‘descolonização’ não convinha a ninguém.»

«O dr. Cunhal é parecido como uma gota de água com o dr. Salazar: é o dr. Salazar virado do avesso.»

Vasco Pulido Valente, in Portugal: Ensaios de História e de Política

«Portugal: Ensaios de História e de Política», de Vasco Pulido Valente

A história de Portugal contada por Vasco Pulido Valente, desde as invasões francesas até aos nossos dias, numa obra que reúne textos já publicados mas também inéditos e que se lê de um fôlego.

O liberalismo português, a queda da monarquia e a ascensão da República, a Monarquia do Norte, são todos acontecimentos relatados pelo historiador através de uma escrita empolgante.
O nascimento do Estado Novo é nestas páginas amplamente descrito, assim como a ascensão de Marcello Caetano e a sua tentativa de revitalizar a Acção Nacional Popular até à sua deposição a 25 de Abril de 1974, revelando com detalhe os anos de governação marcelista até ao exílio.

O «25 de Abril», como o analisa historicamente, e os anos do PREC constituem também momentos-chave desta obra fundamental para a compreensão dos séculos XIX e XX em Portugal.

Vasco Pulido Valente é um dos mais influentes opinion makers portugueses — as suas crónicas no jornal Público são lidas atentamente por todo o país. Como comentador, assina igualmente uma crónica semanal na estação televisiva TVI, onde aborda os principais assuntos da actualidade. Investigador coordenador do Instituto de Ciências Sociais, Vasco Pulido Valente desenvolve aí a sua investigação sobre os séculos XIX e XX, e conta com extensa obra publicada, nomeadamente Ir Prò Maneta, Um Herói Português e A Revolução Liberal, todos livros publicados pela Alêtheia Editores.

1ª edição: Abril de 2009
ISBN: 978-989-622-162-1
Formato: 130*220 mm
Nº de páginas: 336
Preço: 16,00 €

terça-feira, 4 de agosto de 2009

«Milénio», de Tom Holland

Em 900 a.C., poucos poderiam pensar que os pequenos e estilhaçados reinos cristãos seriam candidatos à futura grandeza. Cercados por implacáveis inimigos e encurralados pelo mar, parecia que os povos cristãos não tinham para onde se virar. Na realidade, eram muitos os que temiam – assombrados pelo fantasma do Milénio – que estaria a aproximar-se a hora da chegada do Anticristo, que viria para afogar o mundo em sangue, trazendo o fim dos tempos.

Mas o Anticristo não apareceu, e a Cristandade não entrou em colapso. Em vez disso, as convulsões desses tempos terríveis fizeram nascer uma nova civilização. Com um fôlego épico que nos leva da Crucificação à Primeira Cruzada, e do antigo esplendor de Constantinopla às costas sombrias do Canadá, Milénio é um estudo brilhante sobre uma verdadeira e determinante revolução: nada mais nada menos do que a emergência da Europa Ocidental enquanto potência expansionista.

Estes foram os tempos de Otão, o Grande, e de Guilherme, o Conquistador, de califas e guerreiros viquingues, de eremitas, monges e servos. Testemunharam a proliferação dos castelos como arma de governo, a invenção da cavalaria como ideal, e o estabelecimento de uma monarquia papal. Acima de tudo, foram os tempos em que as gentes de toda a Europa temeram que o fim dos dias estivesse próximo, conseguindo mesmo assim reinventar-se e começar de novo – com um prodígio de esforço que ainda nos deve comover.

Uma proeza extraordinária, pois que o Milénio trouxe afinal, não o fim do mundo, mas a instauração do Ocidente, tal como o viemos a conhecer.


«Tom Holland oferece-nos um banquete medieval soberbo (...), bem recheado de imperadores, demónios e monges.» — Simon Sebag Montefiore, The Evening Standard


Tom Holland, historiador britânico, é o autor de Fogo Persa e Rubicão. Vive em Londres com a mulher, as duas filhas e os dois gatos. Com Rubicão, foi finalista do Prémio Samuel Johnson na categoria de não-ficção, e vencedor do Prémio Hessel‐Tiltman.


Milénio: O Fim do Mundo e a Expansão do Cristianismo
Tradução: Victor Antunes
1ª edição: Julho de 2009
ISBN: 978-989-622-159-1
Formato: 160*240 mm
Nº de páginas: 424
Preço: 18,00 €