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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Pedro Picoito, sobre o «Portugal» de Vasco Pulido Valente

[...] D. João VI, os sucessivos liberais, Costa Cabral, a galeria dos republicanos, Paiva Couceiro, Salazar, Marcello Caetano, Cunhal, ninguém escapa à pena do cronista. Talvez VPV seja injusto aqui e ali, como costuma ser quem não tem medo de adjectivar os homens, mas dá-nos uma visão profundamente original do passado que eles viveram. Por exemplo, é injusto com a Igreja e o suposto aproveitamento político das aparições de Fátima, momento-chave da resistência católica à repressão da "República velha". Mas não se pode pedir a um incréu para ver nas idas e vindas da Mãe de Deus a uma charneca da Serra de Aire em 1917 algo mais do que um genial golpe de propaganda.

Longe de vulgatas escolares e vassalagens académicas (o doutoramento em Oxford e a prateleira dourada do ICS ajudam), poucos historiadores portugueses escrevem hoje como VPV. Por isso poucos são tão lidos como ele. A história é uma das belas artes. Um romance verdadeiro, na fórmula célebre e polémica de Paul Veyne. Aqueles que procuraram dar-lhe a respeitabilidade do positivismo retiraram-lhe a dignidade muito maior de ser lida. Entre nós, VPV foi um dos primeiros a fugir de tal erro, juntamente com outros historiadores não por acaso associados à direita (whatever that means) e à influência anglófona: Rui Ramos, Fátima Bonifácio, Filomena Mónica

Talvez este livro, com a sua erudição invisível, a ausência de notas que a autoridade do especialista dispensa, a vontade de chegar ao grande público sem cair na falta de rigor, seja a melhor introdução ao nosso passado próximo. O tal país que somos, parece.


Pedro Picoito, O Cachimbo de Magritte, 7 de Setembro de 2009

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Recomendação blogosférica

«Aproveitando o post sobre o novo blogue da Alêtheia, gostaria de recomendar um livro do catálogo desta editora, escrito por um dos mais eminentes classicistas vivos, Amor, Sexo e Tragédia, de Simon Goldhill. Com um título chamativo, trata-se de um ensaio muito interessante e divertido sobre o que no [nosso] modo de pensar e de agir é fruto do legado da antiguidade clássica. As considerações de Goldhill abrangem áreas como o cinema, o sexo ou a ginástica. Vale a pena ler. De salientar, ainda, o excelente trabalho de concepção gráfica, quer isto dizer, o livro tem uma bela capa.»

A «helenista» Tatiana Faia, no blogue Lavorare Stanca

Blogosfera

Muito obrigado ao Senhor Palomar, ao Lavorare Stanca (que nos penitenciamos por não conhecer, pois que até faz recomendações de livros passados, mas foi adicionado agora aos marcadores), aos Blogtailors e ao Bibliotecário de Babel, pelas suas simpáticas referências.

Adendas: E também ao sempre atento Irmão Lúcia, ao Cadeirão Voltaire, e à Revista Ler.